E é nesse momento que todos queremos que alguém apareça de um abismo desconhecido e escuro e implore pra ficarmos. É um jogo de causa, esperando ansiosamente por uma específica consequência. Nossos atos são implícitos, são subentendidos. Fazemos, falamos, na esperança de que alguém perceba, o que por dentro você, grita, você implora, você se explora. Mas ninguém percebe, e então por um segundo parece que ninguém no mundo conhece mesmo você. E então, você recua. você foge, com medo de perder, você se esconde com medo de não ser bom suficiente, você se cala, com medo de ser exagerado, simplesmente exagerado. Você se adapta a ter medo, daquilo que te faz, bem, justamente por que te faz bem. Você recua diante daquilo que é grande demais, ou só parece grande demais. Porque numa situação extremas, nossos olhos são nossos inimigos. Viver é uma arte complexa, um mistério cujas respostas enumeradas, são inacabáveis. E enquanto estiver escuro, e ninguém aparece com uma luz, não precisa fugir, apenas acreditar, que se você ficar, tudo passa, passa, e você nem vê.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
E quando não há mais saída, ou só parece que não há, você quer fugir. Você precisa correr, você precisa se esconder. É como uma necessidade. É como se fizesse parte do ciclo de vida humano, querer fugir. Sua maior vontade, é não ter que começar o dia seguinte, e se começar, ter ao menos um motivo pra ficar de pé. Não somos dramáticos, somos realistas. Não confunda realidade com drama, porque as vezes a realidade pra mim, é maior do que pra você. E então, tudo te assusta. E então de repente tudo troca de lugar. E você quer fugir do amanhã.
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